O Chega propõe criar uma Reserva Voluntária das Forças Armadas, permitindo que ex-militares (de voluntariado, contrato ou quadros permanentes na reserva) se inscrevam para ser convocados em situações de emergência nacional, catástrofe ou necessidade operacional. A inscrição é por 5 anos, renovável.
🍺 Qual é o problema?
›A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e a reorientação estratégica dos EUA para o Pacífico expuseram a fragilidade da defesa europeia.
›Vários analistas consideram provável uma confrontação militar direta com a Rússia antes do final da década.
›Portugal tem Forças Armadas profissionais desde o fim do serviço militar obrigatório, mas enfrenta dificuldades crónicas de recrutamento e retenção.
›Vários países aliados, como a Finlândia e a Estónia, já têm modelos de reserva voluntária.
📋 O que muda?
›Criação da Reserva Voluntária, aberta a ex-militares de voluntariado, contrato ou quadros permanentes na reserva
›Inscrição por 5 anos, renovável por iguais períodos
›Treino e atualização periódicos (periodicidade fixada por portaria)
›
👍
A favor
1Países como a Finlândia e a Estónia têm modelos de reserva que demonstraram eficácia na resposta a crises e na dissuasão Funchal Notícias, 2026
2Portugal enfrenta dificuldades crónicas de recrutamento e retenção nas Forças Armadas, e a reserva voluntária pode complementar os efetivos Recrutamento Militar
3A proteção laboral dos reservistas e a compensação aos empregadores removem barreiras à adesão
Convocação possível para: necessidade operacional, estado de sítio/emergência, exercícios, funções com competências específicas
›Compensação financeira nos períodos de treino e convocação
›Proteção laboral: empregadores obrigados a dispensar reservistas sem perda de direitos
›Entidades empregadoras compensadas financeiramente pelo Estado
›Cessação por vontade do reservista (com 90 dias de aviso), decisão do ramo, perda de aptidão ou limite de idade
›Regulamentação pelo Governo em 180 dias
💥 E eu com isso?
›Para um ex-militar de 35 anos que hoje trabalha no privado, a Reserva Voluntária permite manter o vínculo às Forças Armadas com treinos periódicos e compensação financeira, sem abandonar a carreira civil.
›Para o país, significa ter milhares de cidadãos com formação militar prontos a ser mobilizados em semanas, não em meses.
›O custo depende do número de inscritos e da frequência dos treinos — que a proposta remete para regulamentação futura.
1O custo total (compensações, treinos, logística) é remetido para regulamentação futura, sem qualquer estimativa orçamental na proposta
2A base de recrutamento é limitada a ex-militares, excluindo cidadãos sem formação militar prévia que poderiam querer participar
3A eficácia depende da adesão voluntária, e sem incentivos suficientes o número de inscritos pode ser residual face às necessidades